NÃO TE METAS NA VIDA ALHEIA SE NÃO QUERES LÁ FICAR

 

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...até apetece fazer uma!



 

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"I can never read all the books I want; I can never be all the people I want and live all the lives I want. I can never train myself in all the skills I want. And why do I want? I want to live and feel all the shades, tones and variations of mental and physical experience possible in life. And I am horribly limited."
Sylvia Plath


 

2 ANOS!

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Parabéns ao meu blog!!!



 

HISTÓRIAS INFANTIS PARA NÓS... ADULTOS

O desenho animado disse-lhe com uma voz de trovão:
«Tens de ir caçar tubarões».
«Como, se não sei nadar?», respondeu o Tibúrcio, um pequeno cão que falava pelos cotovelos e, por isso, não se considerava um animal irracional mas uma das maiores inteligências das histórias escritas à mão.
«Vais e levas um canhão enorme, tem de ser maior do que uma bactéria» explicou o desenho animado.
«Mas as bactérias são quase invisíveis, é mais fácil senti-las do que vê-las, ai estes traços que me entaramelam o latir» admirou-se o Tibúrcio. No meio desta confusão, o desenho animado tremeu – isto às vezes acontece na tv por cabo - e o Tibúrcio continuou a ver a história como se nada se tivesse falado. Enquanto um melopeia... O que será? Se uma centopeia tem cem pés, uma melopeia tem... uma voz de canto arrastada:
de todas as vezes
que o rapaz disse
era uma vez,
caiu-lhe um pedaço de céu
na cabeça
como na história da galinha
o rapaz ganiu
como um cão à procura
do rabo na noite escura


Dias depois, o desenho animado voltou com uma das suas ideias: «vamos comer todas as letras que existem! Assim as pessoas deixavam de falar e de zangarem!».
Surpreendido com tanto entusiasmo, o Tibúrcio ripostou:
« As pessoas podiam deixar de ler mas continuavam a falar. Sabes a história da Torre de Babel?».
O desenho animado virou o rosto e, como um cata-vento num dia de tufão, começou a olhar para todo o lado e para nenhum.
«Sabes ou não sabes», retornou Tibúrcio já um pouco irritado, também se podia dizer írrito, mas não é muito comum.
«Estou a pensar» disse o desenho animado que largou a correr para mais umas brincadeiras tontas (e divertidas!) de cambalhotas, saltos e pirilampos da água para a areia do deserto.
O Tibúrcio também não sabia da história de babel, por isso mudou de canal. Estava mais interessado em saber quantos exércitos tinha um comandante, e porque é que cada pessoa não tinha um número escrito no peito para sabermos quantos habitantes existem na terra. Mas quantas pessoas já viveram depois de que o Mundo é Mundo? Feita a pergunta, e como não encontrava nada que se assemelhasse a uma resposta convincente, Tibúrcio decidiu coçar as pulgas e contar de 5 em 5 quantos pêlos tinha em cada uma das patas.


Um dia, depois de mais uma história, o desenho animado saiu da imagem negra de televisão:
«O teu sol também se suja?».
E o Tibúrcio, que estava a pensar como é que uma galinha japonesa veria uma galinha portuguesa, respondeu:
« Sabes que tudo já foi mais luminoso».
«E porque é que perdeu luz: foi castigo, falta de tinta amarela ou esqueceram-se de pagar a factura de energia?» perguntou o desenho animado. Mas o Tibúrcio não sabia...
e o desenho animado cantou como nos filmes musicais
Abracadabra, abracadabra
e a porta não se abriu
Fui buscar um pé de cabra
e zás catrapás nem a chave buliu.


O Tibúrcio entrou ladino numa loja de antiguidades na rua do azevinho e quando deu um espirro, porque são lojas com um cheiro e um silêncio muito peculiares e o antiquário ainda não começou a falar nem a gesticular..., a cauda abanou e um pequeno jarrão de porcelana chinesa desorientou-se, vacilou, rodopiou e ficou em mil pedaços na penumbra de mesa de pau-brasil.
« Mas que desastrado», exclamou um prato da Companhia das Índias que era muito antigo e muito viajado, «deves ser de grés... deves ir para onde vão as velharias» desdenhou.
E um senhor de cabelos lambidos por um gato siamês vem, pé sobre turmalinas, esmeraldas e pérolas de água salgada, em pé sobre ametistas, diamantes e águas marinhas, e estende a sua mão de arminho ao aterrorizado Tibúrcio que vê horrorizado o desenho animado a escorrer por entre as meninas grandes e disformes de um quadro da paula rego... não, não, o desenho animado assinou em garatujos chineses uma obra que vale milhares de euros...


Um dia, o Tibúrcio descobriu o gosto pela geografia, como se fosse uma terapia para o cansaço e o tédio de quem vive muito triste e nunca acha remédio. E pensou: « qual é o país que se pode apontar com a ponta do nariz? Só se for Paris, mas esta cidade é tão capital e não é um país, embora seja no globo cultural um lugar central, além disso fica em França e andar tanto também cansa... E com a ponta da unha? Se se for à Catalunha...»
Estava neste jogo quando chegou o desenho animado, tão vivo como traços negros feitos aos solavancos numa página em branco, que disse como se cantasse num programa de estrelas musicais: «quantas ruas tem uma cidade, quantas rugas tem a idade?»


“Encontrei uma coisa que deita estrelas” diz o desenho animado todo contente depois de ter apanhado na rua um isqueiro que já não deita estrelas. E o Tibúrcio por uma vez pensa e não diz nada, só pensa como se o mundo se fizesse às avessas do que se vê e fosse as direitas do seu pensamento * (quando colocar a estrela quer dizer que as personagens estão nas nuvens).
*a chama que chama a chama do chama ahn... oups, está mal escrito, é xamã como o xá da mã ou, melhor, o chá da mã *
Já viste a lama que suja e a alma que pura têm as mesmas letras.
* Tudo se explica * pensava Tibúrcio, «mas a vida não é feita só de explicações» disse zangado com os seus próprios pensamentos.
«nunca te esqueças que não deves comer smarties, podem ser os habitantes de Marte disfarçados».
«esses são marcianos...»
«ah, ah, ah, então são os filhos do Márcio! E dormem numa cama leão!»

Filipe S. Fernandes



 

por aqui, por ali, por...favor não me processem!



 





Nikolaus Hutermöhler
em
SEPTEMBER



 

BOM DIA!

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