DESCONTRAI, NÔNÔ, DESCONTRAI:)




Leanor descalça, pela segura, não ficaria.
Verde e tranquilo, ele dá uma volta sobre si e
desencanta o esotérico gineceu.
Monta a sua baixeira puch e uns hectares
da albicastrense albarda.
Uma xitaca seria o seu vira-mundo:
jardim de mandioca, jinguba e jacarandá.
Cedei-lhe a passagem em cabriolet
a vapor, o mar é uma língua
e duas solidões, ela e ele,
se roubarão.
Puch: mota dessa marca; xitaca ou chitaca: etim. do umbundo oxitaka, pequena propriedade agrícola de subsistência; terreno para plantação.
Carlos Sousa de Almeida
Sou uma versão rasca do poema de Camões?
Vou ali ver o mar e já volto!

Film and VideoArts Fest Part III -
6ª feira no Largo de Salvador em Alfama
Depois de dependurado do cedro do Príncipe Real e
de estendido com banda sonora de água rugindo junto à
Fonte Luminosa da Alameda, estendemos o CineLençol
estampado a cinema bem no coração da cidade velha de
Lisboa - essa Alfama de largos e travessas improváveis
de fado, pregoeiros e varinas - seguindo depois para
[ CENSURADO ].
Emprestamos curtas e videoart à cidade recuperando a
dinâmica do Bazar da cidade árabe que já fomos,
pontilhando as casas de Alfama de cor e de som de
cinema em vitalidade que lhe vai faltando não em gentes,
mas em acontecimentos. Curtas numa cidade de longa
vida, videoart num burgo onde se vão esquecendo as
habitações que lhe servem de conforto. Num bairro bem
português, recebemos línguas e rebatemos fronteiras,
colando Norte com Sul, Este com Oeste, aproximando-nos
em português, catalão, castelhano e inglês.
Que melhor programa de fim de tarde/início de noite de
final de semana do que caminhar pelas ruas onde todos
se perdem e encontrar um lençol de luz barricado entre casas?
Venham daí - queremos preencher de cabeças este Largo de São Salvador.
6a-feira| 26 Setembro| 21H| Largo de Salvador | Curtas | VideoArts| MAL & Tu

Paul Octavious
Em todo o caso proclamo a necessidade da vinda da Humanidade dos Engenheiros!
Faço mais: garanto absolutamente a vinda da Humanidade dos Engenheiros!
Proclamo, para um futuro próximo, a creação scientifica dos Superhomens!
Proclamo a vinda de uma Humanidade mathematica e perfeita!
Proclamo a sua Vinda em altos gritos!
Proclamo a sua Obra em altos gritos!
Proclamo-A, sem mais nada, em altos gritos!
Portugal Futurista, Ultimatum de Álvaro de Campos (1917)
no parking anytime
Por vezes é curioso constatar como sinais de trânsito são analogias para regras da própria vida em sociedade. Sem dúvida que há mulheres que são «stops», outras «obrigatórios», outras «perigos diversos». Há também um género muito "independente" que traz em parangonas no meio da testa um no parking anytime. E aqui ficas desde logo avisado: se te encostas, pagas multa. vontade indómita (o meu blog preferido!)

Guia tu que eu não estou capaz de conduzir. Tenho essa voz na cabeça que eu não deixo de ouvir. Para ti quero coisa melhor. Não te quero a lamentar seja pelo que for. Já tive este sonho mais do que uma vez. Este sonho sem sexo não pode ser só meu. E o que me protege a mim. Que raio queres tu que eu não precise também. É que eu ando tão perdida. Eu já tinha decidido ser feliz para sempre. Que raio de atitude posso eu comprar. Para ser o que ela quer sem ter de mudar. E depois e depois que foi feito de nós os dois pois pois o 2 vem sempre depois. Tens um filho tens um carro tens um ponto de vista. Diz-me quantos eus chega para fazer família. Vejo o meu amor espalhando lágrimas no chão. E eu aqui em casa apodrecendo a ver televisão. Vejo o meu amor espalhando lágrimas no chão. E eu aqui em casa a ver televisão. Diz-me o que é que isto tem a ver com sentimento. Diz-me o que é que não tem a ver com razão. Para sempre é tão distante. Eu acho que prefiro ser feliz como sempre. E depois e depois que foi feito de nós os dois. Depois depois o dois vem sempre depois. Mas tem de ser bom. Meu prazer teu. E teu prazer meu. Mas tem de ser bom.
Sei que é um segredo. Eu não conto a ninguém. Só falei a um que é teu amigo também. Diz-me o que é que ele disse. O que é que ele achou. Sobre aquilo que nós dissemos. Diz-me ele acha-me o quê. E se ele sabe o porquê. De tudo aquilo que nós vivemos. Os segredos são de quem os souber guardar. Sei que é um segredo. Eu não conto a ninguém. Era tudo mais fácil se eu estivesse lá para ouvir. Eu não conto a ninguém. Era tudo mais fácil se eu estivesse lá para rir. Eu não conto a ninguém.
Estamos de volta ao teu bom humor. Sempre essa ideia na mente. É para lembrar o motivo. É que hoje eu sinto-me vivo. E seja porque motivo for. É só mais um começo com teus dentes no chão. Sempre na mira de um bom amor. Guarda essa ideia na mente. E esquece qualquer aviso. Um dia sendo preciso. Voltas para que desejo for. É só mais um começo. Com teus dentes no chão. Vamos levando até quando for desejo do desejo. Vai dizendo hoje eu vejo que amanhã é a maior mentira. Eu não sei o que eu quero e é por isso que eu procuro.
Eu sei
Que viver
É não mais
Que deixar ir a razão
Isso foi o que eu tentei
Para não te acordar
Eu fui!
Nuvens e céu.
Nunca vai.
Eu fui, Eu fui!
Eu fui, Eu fui!
Nuvens, céu e nuvens
Céu e mais nuvens
Céu e nuvens
Céu.
E tu não vais
Devolver todo o amor
Que eu te dei
E seduzir a razão
A esconder-se de ti.
Nuvens e céu.
Nunca vai!
Eu fui!
Manel Cruz

uma Kelly



"I WANT IT"
"I'LL HAVE IT"
nem que seja de papel
(download) aqui!
trés chiqs!
do Torres!
Não foi a "panela", Inês, foi a música! A música!
Desengane-se aquele que pensa que em Chão de Couce só se cometem EXCESSOS. Obrigado Americano Supinfocom (Onda Curta, para os amigos!) por estes momentos de pura CULTURA, acompanhados pelo champanhe pronto a beber do pai da Marta Vienetta!
...aumentámos a noite e enchemos os sonhos, dizia a Virginia Woolf!


James Rieck
A PELE DISSOLVIDA COMO TORRÕES DE AÇÚCAR.
em L'Amant

:)

ESSA MOÇA TÁ DIFERENTE
ESTÁ PRÁ LÁ DE PRA FRENTE

"LE VERBE
AIMER
EST UN DES PLUS DIFFICILE À CONJUGUER:
SON PASSÉ
N'EST PAS SIMPLES,
SON
PRÉSENT N'EST QU'ENDICATIF
ET SON
FUTUR
EST TOUJOURS
CONDITIONNEL"


Pangea Day taps the power of film to strengthen tolerance and compassion while uniting millions of people to build a better future.
In a world where people are often divided by borders, difference, and conflict, it's easy to lose sight of what we all have in common. Pangea Day seeks to overcome that — to help people see themselves in others — through the power of film.
On May 10, 2008 — Pangea Day — sites in Cairo, Kigali, London, Los Angeles, Mumbai, and Rio de Janeiro were linked live to produce a program of powerful films, visionary speakers, and uplifting music.
The program was broadcast live to the world through the Internet, television, digital cinemas, and mobile phones.
Of course, movies alone can't change the world. But the people who watch them can.
Todo mundo já sabe da volta do ska pro mainstream, ouve-se em todos os cantos, seja em covers da Amy Winehouse, ou nas nas novas produções da Santogold. O movimento ficou escondido durante quase 2 decadas desde que a cena Ska-core ajudou a destruir um pouco a imagem mais roots e tribal que apareceu lá nos anos 60 na jamaica, e que foi levada depois pelos imigrante para inglaterra, onde ressurgiu nos anos 70 em grupos como Madness e The Specials. O diretor Wendy Morgan conseguiu jogar uma produção impecavel, onde mistura elementos do inicio do ska na inglaterra, por volta de 69, onde os adeptos da cena mod começaram a ouvir soul, ska e rocksteady e jogar elementos da cultura jamaicana na propria cultura inglesa....
A produção me lembra muito um ensaio do fotografo Clayton James Cubitt, onde ele foi fazer um estudo sobre a cena Skinhead africana em Lagos(africa), no final dos anos 70. Se liga nas fotos: Clica!
Absurdamente bom o novo clip do Gnarls Barkley.
Peéle Lemos
Mais um sobrinho que se junta ao clube* do Lourenço e das Marias: Rodrigo Serpa, o rebento de soja do Tiago e da Carolina.
*clube dos que animam a vida com as cores do arco-íris
LISTEN TO THE SILENCE, LET IT RING ON. EYES, DARK GREY LENSES FRIGHTENED OF THE SUN. WE WOULD HAVE A FINE TIME LIVING IN THE NIGHT, LEFT TO BLIND DESTRUCTION, WAITING FOR OUR SIGHT. AND WE WOULD GO ON AS THOUGH NOTHING WAS WRONG. AND HIDE FROM THESE DAYS WE REMAINED ALL ALONE. STAYING IN THE SAME PLACE, JUST STAYING OUT THE TIME. TOUCHING FROM A DISTANCE, FURTHER ALL THE TIME. WELL I COULD CALL OUT WHEN THE GOING GETS TOUGH. THE THINGS THAT WE'VE LEARNT ARE NO LONGER ENOUGH.NO LANGUAGE, JUST SOUND, THAT'S ALL WE NEED KNOW, TO SYNCHRONISE LOVE TO THE BEAT OF THE SHOW.
AND WE COULD DANCE
DANCE
DANCE
DANCE
DANCE
DANCE
imagens de Robert Longo
palavras de Ian Curtis
Queres saber quem sou? Eu sou o que te olha e espia para te recolher e depois guardar num lugar que é só meu. Para isso serve o papel. O resto não precisa de saber. Nem convém. Só te ia distrair, podes crer. Eu sou o que mergulha as mãos na tua vida para sentir a minha voltar.Eu sou o que quiseres. Queres? Quando quiseres, não queres? Quando me encontraste, já não sabias o que procuravas? Só de longe o soubeste, e agora esqueceste? Não fomos feitos para o amor, acrescentas agora? O que não quer dizer que não possamos amar-nos sempre outra vez, e pode ser mesmo a única coisa digna que nos resta? Não foi para isso que fomos feitos, então? Não fomos feitos para o quer que seja, nascemos, crescemos, envelhecemos, morremos e é tudo, e é mais do que o suficiente? Interessa o quê, o que é que interessa, diz-me, quando o barco começa a naufragar? A atitude dos passageiros? Se começam a cantar ou a chorar, ou simplesmente continuam a fazer o que estavam a fazer? Saber que o barco vai naufragar e continuar? O que interessa é a atitude, insistes, mais não podemos? Não podemos fazer nada mas podemos mudar tudo , é isso que queres dizer? Começar por nós, terminar em nós? Mudar-me a mim e mudar o mundo, como é isso? Começar por mim e acabar em mim e mudar tudo à minha volta, como assim? Se já reparei? Que ao tornar-me melhor o mundo fica melhor? E ainda me pedes que não tenha medo e deixe de esperar o impossível? Que o barco pelo qual espero para me levar daqui para fora não vai chegar nunca? Que o barco por que espero é o barco em que vou? Quando partiu esse barco, gostava eu de saber? Há muito? Antes de mim? Mesmo sem mim? E vai naufragar, de qualquer modo vai naufragar? E que todos os que passaram por aqui o souberam, e mesmo assim isso não os impediu de fazer o que tinham a fazer? Que não sou só eu? Que uma corrente nos leva? Uma corrente de palavras? Uma corrente de amor? Passar o que por nós passa, que o que passa nem é meu, nem teu, nem nosso, nem as palavras, nem o amor? Passar isso o melhor que se possa, e mais nada senão isso? Queres que me cale?Sim .
Muito Meu Amor de Pedro Paixão
Filip Pagowski
"a beautiful “infographically” animated movie that illustrates a 1969 interview of John Lennon by a 14-year-old Beatle fanatic named Jerry Levitan. armed with a reel-to-reel tape deck, Jerry snuck into John Lennon’s hotel room in Toronto & convinced him to do an interview about peace. using the original interview recording as the sole soundtrack, the movie titled “I Met the Walrus” suspends a visual narrative which tenderly romances Lennon’s every word in a cascading flood of multipronged animation. (via John Lennon interview infographic movie - data visualization & visual design - information aesthetics)"