NÃO TE METAS NA VIDA ALHEIA SE NÃO QUERES LÁ FICAR

 

HOPHOPHOP


 


Os olhos são redondos, a terra é redonda até as lentes das máquinas fotográficas são redondas então, porque é as fotografias não hão-de ser redondas?











 

O AR QUE EU RESPIRO É INSPIRADOR

Take a deep breath! You have just inhaled oxygen atoms that have already been breathed by every person who ever lived. At some time or other your body has contained atoms that were once part of Moses or Isaac Newton. The oxygen mixes with carbon atoms in your lungs and you exhale carbon dioxide molecules. Chemistry is at work. Plants will rearrange these atoms, converting carbon dioxide back to oxygen, and at some future date our descendants will breathe some in.

The Particle Explosion, de Frank Close, Michael Marten, and Christine Sutton




 

ARTARTART


 

AS MINHAS COLAGENS





com 100 por cento de batota e 100 tesoura!


 





 


antes


depois

hoje
UBUWeb



 




Bernhard + Anna Blume


Minha mãe cozinhava
exactamente: arroz, feijão, molho de batatinhas
Mas cantava
Adélia Prado





 

CHIQUITA BANANA: LADO B



 


Well, you've got your diamonds

And you've got your pretty clothes
And the chauffeur drives your car
You let everybody know
But don't play with me
'Cause you're playing with fire



 

WHAT DOES IT MEAN, BEING A WOMAN?



 

EU QUERIA ERA UM BLOG ASSIM!



Through the Cobweb Forest



 

ORIGAMI BOOK...VAMOS EXPERIMENTAR?


 

Meu caro Vardebedian:

Hoje fiquei mais que triste ao verificar, no correio da manhã, que a minha carta de 16 de Setembro, que continha o meu vigésimo segundo lance (cavalo para a quarta casa do rei), tinha sido devolvida sem ser aberta, devido a um pequeno engano no endereço-precisamente a omissão do seu nome e morada (quão freudiano se pode ser?), adicionada ao esquecimento de colocar o selo. Não é segredo que tenho andado desconcertado, devido a um equívoco no mercado de valores, e, apesar de o mencionado dia 16 de Setembro ter sido o culminar de uma longa queda em espiral que fez sair, de uma vez para sempre, a Companhia Antimatéria Amalgamada da tabela de cotações da Bolsa, reduzindo o meu corrector a esparregado, acho que isto não é desculpa para a minha negligência e inépcia monumental. Foi uma argolada. Perdoe-me. Que você não tenha notado que faltava uma carta, eis o que indica uma certa desorientação da sua parte, que eu atribuo a excesso de zelo, mas Deus sabe que todos erramos. É a vida-e o xadrez.
Bem, esclarecido o engano, segue-se uma simples rectificação. Se tiver a gentileza de transferir o meu cavalo para a quarta casa do meu rei, penso que poderemos prosseguir o nosso joguinho de um modo mais preciso. O anúncio de xeque-mate que me faz no correio desta manhã parece-me, francamente, um falso alarme e, se reexaminar as posições à luz da descoberta de hoje, descobrirá que é o seu rei que está perto do mate, exposto e indefeso, qual alvo imóvel para os meus bispos predadores. Irónicas as vicissitudes da guerra em miniatura! O destino, sob a capa de uma secção de correspondência extraviada, ergue-se omnipotente e-voilà!-asorte muda. Uma vez mais, peço-lhe que aceite as minhas sinceras desculpas por este infeliz descuido e aguardo, com ansiedade, a sua próxima jogada.
Junto segue o meu quadragésimo quinto lance: o meu cavalo toma a sua dama.
Atenciosamente,
Gossage

(...)

Gossage:

que curiosa que era a sua última carta! Bem-intencionada, concisa, contendo todos os elementos que se aparentam ao que, em certos grupos referenciados, passa por ser um efeito comunicativo, já deleniado através do que Jean-Paul Sartre costuma referir como o «nada». É-se imediatamente confrontado com uma profunda sensação de desespero e faz vivamente lembrar os diários deixados por fatídicos exploradores perdidos no Pólo ou as cartas dos soldados alemães em Estalinegrado. É fascinante como os sentidos se desintegram quando se confrontam com uma negra e ocasional realidade e fogem desordenadamente, edificando miragens e construindo um precário amortecedor contra o assalto furioso de toda uma realidade demasiado terrífica!
Tal como estão as coisas, meu amigo, tive de passar a melhor parte da semana decifrando o miasma de lunáticos alíbis que é a sua correspondência, num esforço para ajustar as coisas, de modo a que o nosso jogo possa simplesmente acabar de uma vez por todas. A sua dama foi-se. Despeça-se dela. As duas torres, também. Esqueça-se de um dos seus bispostambém,porque eu tomei-o. O outro está colocado de um modo tão impotentemente afastado da acção principal do jogo que o melhor é não contar com ele, ou ainda tem um desgosto.
No que respeita ao cavalo que você rotundamente perdeu mas se recusa a admitir, coloquei-o na única posição concebível, assim lhe concedendo o mais incrível feixe de heterodoxias desde que os Persas desencantaram esta pequena diversão, há já uma data de anos. Está na sétima casa do meu bispo e, se conseguir manter as suas descendentes faculdades o tempo suficiente para avaliar as posições no tabuleiro, dará conta que é essa mesma peça tão ambicionada que agora bloqueia a única possível fuga do seu rei à minha sufocante tenaz. Quão exemplar é o facto da sua voraz maquinação se ter transformado numa vantagem para mim! O cavalo, no seu vil regresso ao jogo, torpedeia-lhe o seu próprio final!
O meu lance é a dama para a quinta casa do cavalo e prevejo mate num único lance.
Cordialmente,
Vardebedian


(...)

Gossage:

Bispo para a quinta casa da dama. Xeque-mate.
Lamento que o jogo tenha sido demasiado forte para si, mas, se lhe serve de consolação, vários mestres de xadrez locais, depois de observarem a minha técnica, desistiram. Se desejar uma desforra, sugiro-lhe que tentemos o scrabble, um jogo por que me interesso há relativamente pouco e onde penso que me não será tão fácil deixá-lo para trás.
Vardebedian

Vardebedian

Torre para a oitava casa do cavalo. Xeque-mate.
Em vez de o atormentar com os ulteriores pormenores do meu mate, como que você é, basicamente, um homem honesto (um dia, uma qualquer terapia há-de confirmá-lo), aceito, de bom grado, o convite para o scrabble. Pegue no tabuleiro. Como jogou com as brancas no xadrez, gozando deste modo da vantagem de ser o primeiro a abrir (se eu tivesse sabido das suas limitações ter-lhe-ia dado um avanço maior), serei eu o primeiro a jogar. As sete letras que acabei de virar são O, A, E, J, N, R e Z-uma desconcertante confusão que garante, mesmo ao mais desconfiado, a integridade da minha jogada. Felizmente, porém, um extenso vocabulário, adicionado a uma tendência para o esotérico, tornou possível que eu estabelecesse uma ordem etimológica no que, para alguém menos letrado, pareceria um absurdo. A minha primeira palavra é «ZANJERO». Olhe bem para ela. Agora coloque-a horizontalmente com o E no quadrado do centro. Conte cuidadosamente, não esquecendo a pontuação dobrada por ser uma jogada de abertura e o bónus de cinquenta pontos pelo uso de todas as sete letras. O marcador está agora em 116-0.
É você a jogar.
Gossage


 


Todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. ficaram

Os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da
Morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e
Foram
Demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como
Lágrimas.
Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, cada hora,
Não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver
Deitado,
Nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a
Foder.
José Luis Peixoto


 




















 
Se me perguntarem das artes do mundo escolho a de ver cometas

Herberto Helder










Thomas Allen


 

Cláudio Leão ouviu a bombordo o toque de trombeta do despertador e acordou, a fim de prestar-lhe mais atenção. Feito isto, voltou maquinalmente a adormecer e cinco minutos mais tarde abriu os olhos sem querer. Olhou para o mostrador fosforescente do despertador, verificou que eram horas e deitou o cobertor para trás, o qual, afectuosamente, lhe subiu novamente pelas pernas e se enroscou à sua volta. Estava escuro, não se distinguia ainda o triângulo luminoso da janela. Cláudio acariciou o cobertor, que parou de agitar-se e consentiu em deixá-lo pôr-se de pé. Sentou-se, portanto, na beira da cama, estendeu o braço esquerdo para acender o candeeiro da cabeceira, reparou mais uma vez que estava à direita, estendeu o braço direito e, como todas as manhãs, bateu na trave da cama.

O Outono em Pequim, de Boris Vian


 





Sergei Mikhailovitch Prokudin-Gorskii



ikats da Rau Collection



 
dói-me a cabeça

dói-me o ouvido

e trago o coração no meu olho esquerdo

hoje eu sou uma escultura chinesa

(ou tailandesa!)

 

estava eu no Perú-parte II


A Amie era uma rapariga inglesa da nossa idade. Tinha o cabelo loiro, quase branco, um namorado igualzinho ao Tiago Serpa e um sorriso fácil. Usava rímel nos olhos azuis, uns óculos de massa pretos e caveiras nos pés!

 


mais aqui

 

spaghetti


 
There is a ballad in my salad, And a sonnet in my bOnnet. There is an ode in my abode, And a jingle in my Monet. In my tune, there is a rune, In my wrong, there is a song- What felt worse before verse, was a poem all along.
By Kim


 





David Byrne

 

UAU!


"Sou um escultor cinético" diz Theo Jansen, um engenheiro (mecânico)/artista que "esculpe o ar à nossa volta".
E de um
emaranhado de madeira, plásticos e fitas, saem estas formas geométricas gigantes, que andam por praias holandesas...ao sabor do vento!

Disto não me ensinam eles na faculdade!

 
Na serra da Estrela, para lutar contra a varicela, vestia-se a criança doente de vermelho antes de a fechar num quarto escuro.


Jeanne Faraill pindada por Maillol


 

souvenirs






Michael Hughes

 

Giardino calante
San Staë church on the Canale Grande
50th Biennial of Venice, 2003




The Doge (Mocenigo) needed a church so as to be able to have a monumental tomb built for himself, the church (San Staë) needed a saint so as to be able to be built, the saint (San Eustachio) needed a miracle so as to be pronounced a saint, the miracle needed a stag in order to be seen, and we built the garden for the reindeer.

The visitors lie on the bed above the doge’s gravestone, and the garden thinks for them.

Gerda Steiner & Jörg Lenzlinger



 

Tiens?
...
Mas qui va? Qui vient?
Qui va, là?

Serait-ce le petit marchand de parenthèses?

...

..

.



... Le petit machand a dressé ses parenthèses...
...
Bon!
Attendons...

...

..

.


On entend du bruit...
On perçoit un brouhaha dans les coulisses,
au-delà des parenthèses...
...
..
.

... il disparait, réapparait, s'éclipse, refait surface, dépose trois petits mots et puis s'en va...

Mais... ? Mais... ?

...

..

.



... je vous le demande un peu !
?

...

..

.



Frédéric Cléments

 

supervisions






Andreas Gefeller

 

para animar a Pilar
























 

vendedores ambulantes



Francis Alÿs

Em Arequipa era dia de procissão. As ruas estavam cobertas de gente. Era a semana santa.
Estava calor mas mesmo assim não se viam as montanhas. Não se viam os vulcões. Nem o Misty nos surpreendeu atrás da catedral
. Éramos só nós, a cidade branca e aquele mar de gente a arder em fé.
Havia uma manifestação contra o aborto, atravessámos a praça, entrámos numa daquelas ruas "só para peruanos" e lá estava ele, o vendedor de atacadores.
Coberto de atacadores da cabeça aos pés, gritava "PASSADORES" com uma voz de homem das cavernas de tal agressividade, que nem eu nem a Inês tivemos coragem para lhe tirar a merecida fotografia.

 
Ontem, estava eu na Fnac a comprar um iPod que hoje já não funciona* quando, de repente, se começou a ouvir os acordes de... kusturica? Não!
Afinal eram só os Kumpania Algazarra, que aproveitavam um domingo nesta terra onde nada se passa, Sintra, para promover e vender o novo álbum. E lá andavam eles no meio dos livros, com umas 20 crianças atrás a dançar e a tocar clarinete com garrafas vazias, numa festa muito mas muito contagiante! Alegria! Alegria!
Eu também dancei mas não contem a ninguém!

*bem feita para mim e para o meu irmão Duarte, por não nos termos deixado levar pela escolha acertada que o rapaztodosorrisos, da Samsung, nos estava a "aconselhar"! Mas não! Tinha que ser um iPod...

 

estava eu no Perú-parte I

video

 
Photobucket

 

Patty Smith


"Estou a dizer: Não se deixem escravizar pelo cartão de crédito, não se deixem governar por coisas materiais, porque no fim vão descobrir que tudo isso significa muito pouco. Pode parecer que peço muito sacrifício pelo modo como falo, mas talvez no final as pessoas sejam mais felizes. as coisas que temos melhores na vida não são o nosso apartamento, o nosso telemóvel. O que temos melhor na nossa vida é a nossa respiração. A nossa saúde. O que digo é que, se querem fazer algo importante, cuidem dos vossos dentes. Se não tomarem conta dos vossos dentes, quando tiverem 40 anos, a única coisa que têm é dor. E dinheiro gasto. Porque os vossos dentes começam a cair. E estou a falar de pequenas coisas. Mas é mais importante que cada um tome conta de si para poder ser livre. Livre. É como o tabaco. Fumar fica bem, é «cool». Quando olho para filmes franceses, nada é mais «cool» do que a Jeanne Moreau a fumar cigarros. Mas realmente é muito mau."


 

o Francisco não sabe nadar, yo!

Quando ainda era uma itty betty teeny weeny wee little pumpkin of love, o Francisco gostava de ouvir "os patinhos" e "o Pedro e o lobo". Depois, cresceu, cresceu até que, num acidente de percurso, foi atropelado pelos "morangos com açúcar"! Hoje, já um homem, gosta de "Sam the kid", "Valete" e "Chullage"...afinal já tem 9 anos! E, entre jogos de futebol e muita playstation, ele ainda "saca uns raps da cartola"!!! Aqui vai um!


Angola descontrolada

Yo, quando eu fui à Angola vi um país descontrolado , desarrumado . Os angolanos estavam irritados por terem um branco ao seu lado e eu comecei a ficar stressado quando à minha frente me apareceu um português branco e cheio de cenas baratas compradas no chinês ele acalmou-me e aconselhou-me a ir a um bar chamado “África Mix”.

Eu fui a esse tal bar pedi uma coca-cola ele começou a falar uma língua que eu não entendia eu disse-lhe que não o percebia então ele falou inglês eu continuei a falar a minha língua português. Ele disse:

“All we can get is beer.”

Então bebi uma cerveja.

Logo a seguir fui para a estalagem. Houve mais um confronto de línguas. Aquele gajo teve de falar inglês e repetiu mais ou menos o que o do bar tinha dito mas depois lá me arranjou um quartito de jeito. Ele disse que era bom e eu fiquei satisfeito.

Então eu subi as escadas um pouco escavacadas. Quando cheguei ao quarto, vi que aquilo que o gajo tinha dito era tudo fachada. A entrada conseguia estar melhor organizada que aquela cena que nem a cama tinha arranjada, nem tinha uma única almofada. Eu estava a começar a ficar irritado aquela estalagem era um local todo marado se dependesse de mim aquele sítio tinha acabado. Se naquele momento pudesse já os tinha processado mas depois acalmei-me e um sítio no chão arranjei e com um tapete me aconcheguei e naquele espaço mínimo a noite passei.

No dia seguinte apanhei o autocarro encontrei uma pessoa que parecia italiana. Era uma gaja meti conversa. Depois disse-me que se chamava Adriana e a seguir disse-me:

-“O meu país está a preparar uma invasão a África e a Angola está incluída no ataque, acho que eles vão atacar em Luanda.”

Ainda bem que me ia dirigir para lá. Apanhei o autocarro na hora H.

Quando cheguei a Luanda, senti que era aquele o meu destino. Mas de repente, apareceu um brasileiro que era um guerreiro. Ele tentou-me atacar mas apareceu a Adriana para me salvar. Depois chamei os soldados angolanos, eles combateram e muitos dos brasileiros morreram e os angolanos venceram.

Francisco



 

à espera de nuvens carregadas


"No dia em que cresceu o primeiro bigode postiço, o tempo fechou. Trovejou. Choveu Fanta laranja durante quarenta dias e quarenta noites. O mundo era então uma avenida, paulista, onde arranhavam o céu os edifícios, como se riscassem jazz em discos de vinil. No vazio deslizavam os dirigíveis; a vida: um take em câmera lenta. Terminada a tempestade, o mundo estava de cabeça para baixo, de ponta-cabeça, ao contrário, ao avesso, às avessas, invertido, divertido, plantando bananeira, tudo isso ao mesmo tempo. Ouviu-se música ao longe. A moça feia debruçou na janela, pensando que o Bazar Pamplona tocava pra ela."


 

excuse me!


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